quarta-feira, 17 de maio de 2017

De onde vem o peso pesado da vida?

Você já deve ter lido em muitas fontes, que a vida pode ser leve, contém todo o potencial da leveza e suavidade. O Pathwork afirma isso em quase todas as palestras. O fluxo da vida é a nosso favor. A vida é benigna. E por que então nos sentimos cansados e exaustos? De onde vem o peso pesado da vida? 






As dores, os sofrimentos, as frustrações, as mágoas, também fazem parte da experiência humana, mas não precisam pesar. Quando há espaço interior para vivenciar a experiência do momento presente, com liberdade, em estado de contemplação, observação e confiança, a entidade vive o que estiver vivendo em relaxamento, sem fricções, logo não há peso. O peso está no esforço em lutar com o que é. Vem da tensão da mente que quer conduzir as forças disponíveis, em vez de permitir o fluxo.




No entanto, deixo claro que não há mal nisso, isso também faz parte, caso você esteja num caminho de consciência. Quando você avança no caminho de auto-conhecimento, percebe que há espaço para tudo na vida. São muitos os estágios de consciência, e cabe a cada um de nós, estar aberto a dar novos passos em direção à verdade interior. Apenas chamo a atenção para os que já podem ir além em seu próprio processo, e ficam patinando na esteira rolante da própria ilusão, apegados ao ego/mente que teme a entrega.


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terça-feira, 4 de abril de 2017

Soltar o poder e confiar na vida


Escrevi em 2014 sobre o empoderamento como um dos passos no processo de autorrealização e crescimento espiritual e agora escrevo sobre um novo passo que pode parecer contraditório: soltar o poder. É isso mesmo, em alguns momentos o passo pode ser o de empoderar-se, já que muitas vezes nos vemos como vítimas da vida e das circunstâncias, como "uma casca de noz boiando no oceano" (pw 001), e essa é uma das nossas maiores cegueiras. A ideia de vítima nos impede de reconhecer que há uma relação entre o que experimentamos no momento (efeito/consequência) de alguma ação posta em curso anteriormente (causa) e que não nos damos conta, pela distância entre elas (tempo). Mas muitas vezes o momento é outro, completamente diverso!





Pessoas que estão há muito tempo na caminhada de retorno ao cerne da Vida, a Deus, ao Eu Superior, a Cristo, muitas vezes, gastam muito tempo na roda viva da vontade pessoal, sem percepção de que foram fisgadas novamente. Sim, fisgadas pela própria mente, que funciona de forma mais astuta, já que a personalidade está dando passos no conhecimento de si mesma. O ego/mente mais fortalecido pelo conhecimento passa a justificar suas novas formas de defesa, dentro do próprio caminho, com novas linguagens e formas de expressão para se manter na direção, no controle do jogo. Então, o Observador ativo e atento sabe que é preciso soltar. Soltar o poder e confiar na vida, é a tarefa real do ego/mente. Confiar na Ordem que rege o universo e de onde provem a verdadeira força vital, o Poder da Graça, a força que une tempo/espaço e dissolve as polaridades.








E como é viver a partir dessa verdade? Como é estar no aqui e agora, permitindo-se estar conectado, em verdade e ainda assim dando conta da vida no dia a dia? Às vezes nos parece que essa experiência só é possível em retiros espirituais. Às vezes parece que só mestres espirituais, monges, iogues é que podem viver essa verdade ou devotos em seus ambientes de adoração. Não sei responder a essas perguntas, no entanto observo que mais seres estão dispostos a se abrir para o novo, enquanto outros se apegam ainda mais à materialidade transitória da vida, temendo as transformações que estão em curso. Acredito na vida e em sua dinâmica, no seu aspecto Absoluto e em sua transitoriedade. Partilho com vocês um trecho da palestra do Pathwork pw 086 para reflexão:







"Os diversos aspectos que discutimos com relação à auto-imagem idealizada são tentativas inconscientes de lidar com a vida. Como são soluções errôneas, elas precisam ser rígidas. Quanto mais se percebe que essa "solução", de fato não funciona, maior é o impulso de fazê-la funcionar. Isso provoca a rigidez. O crescimento, o desenvolvimento, a maturidade e a cura das forças da alma distorcida residem na eliminação da pseudo-solução e sua substituição pela verdade que é sempre flexível e não conhece regras. Somente isso reconhece a verdadeira segurança, embora a personalidade ao percorrer esse processo, sinta aguda insegurança e ansiedade no momento em que precisa abrir mão das pseudo-soluções." (pw 086)









terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Basta consciência para deixar o novo entrar

Novo ano e uma infinidade de possibilidades. Pensamos no que queremos realizar, nas metas que precisamos traçar e alcançar, ou qual o foco do momento. Projetamos um futuro, uma vida nova. Às vezes o anseio pelo novo reflete o anseio da alma por liberdade. Nos habituamos facilmente a todo tipo de condicionamento e rotina. Não estou propondo juízo de valor, se é certo ou errado, bom ou ruim, estou simplesmente propondo reflexões. A atividade frenética do dia a dia nos disponibiliza um modo automático de vida e em determinado momento a alma clama por renovação. O convite que faço hoje é para que possamos conectar com essa sede do novo, de vida espontânea, de fluxo. 





Uma das formas de perceber o fluxo espontâneo da vida é observar a respiração e os batimentos cardíacos. Quando a gente se aquieta, fecha os olhos e simplesmente ativa o observador, consegue dar conta da nossa presença em nossos corpos nesse exato momento. A observação muitas vezes não é fácil. Quando iniciei o exercício de me observar para aprender mais sobre mim mesma, muitas vezes me peguei querendo mudar, interferir no objeto da minha observação, em vez de simplesmente observar. Quase automaticamente o pensamento entra com julgamentos sobre a cena, sobre os elementos, ou sobre o objeto. O observador pode sim continuar sua tarefa, observando inclusive a mente que julga. E se por acaso, se distrair e acabar se enredando pelos pensamentos, é só retomar o foco para o agora, para a respiração, acompanhando o fluxo do ar com a consciência.





O exercício de observar nos possibilita um estado de paz interior. Faz parte da observação inclusive deixar que os pensamentos existam, e a gente continua simplesmente observando quando eles vêem e quando vão. A paz vai chegando quando você vai abrindo mão do controle do que está sendo observado e simplesmente observa. Soltamos o impulso de "ter que". E mesmo se sentindo afetado pelo que está sendo observado, o observador exercita o foco em simplesmente observar que foi afetado, sem se identificar com o motivo do sentimento ou da sensação. O observador observa também as reações e solta e então percebe que elas também passam. Quem dá atenção às reações emocionais é a mente que as alimenta com pensamentos sugestivos. A conexão do observador com a respiração lhe traz para o agora quantas vezes for necessário, e essa é uma das práticas que alimenta a alma do que é novo, da vida que penetra seu corpo a cada instante.








terça-feira, 18 de outubro de 2016

Mudança à vista!!!!

Há formas de funcionar e tudo bem que seja assim desde que você saiba disso e não esteja apenas emitindo respostas condicionadas a padrões mentais, ou pelo menos que esteja consciente de que está fazendo exatamente isso. Estou agora, neste exato momento, revoltada. Incomodada com a atitude de pessoas que se acomodam diante da possibilidade de realizar suas tarefas, da retração perante um desafio, de um recolhimento para um chamado da vida. Então, vou aproveitar e fazer o passo a passo do que aprendi, através do Pathwork, para usar o aqui e agora como exemplo vivo do autoconhecimento.



Primeiro passo: olhar para isso que me incomodou nos outros como sendo meu também. Então me pergunto: onde está essa acomodação em mim? onde está essa retração e recolhimentos? humm, sim, já identifiquei e estou respirando. Quero disponibilizar essa dica: você não é obrigada (o) a partilhar nada, você faz isso quando quiser e para quem quiser, mas nunca deixe de querer saber a verdade para si mesmo. Então, o respirar ajuda a abrir espaço para essa verdade que pode ser incômoda no momento. Estou respirando. Quanto mais específico a gente é, melhor. Estou tentando identificar bem especificamente em que circunstâncias isso está acontecendo comigo. Tudo bem, acho que já identifiquei, respiro e relaxo.




Agora é o seguinte: você vai saber qual é o melhor próximo passo. Se o sentimento de revolta dentro de você acalmou, continue respirando e se observando, você vai alcançar outras paisagens. Se você ainda está agitado pergunte: "o que é mais que você quer me dizer?", e escreva o que sair... mesmo que ainda esteja direcionado a outras pessoas... esvazie no papel até que possa se voltar para si, para seu interior. E saiba que está tudo bem.  No meu caso já estou bem relaxada, não que tenha sido agradável perceber onde estou paralisada, há um medo que me impedia até de reconhecer o próprio medo. Mas respirar aceitando esse aspecto de acomodação e retração em mim, me permitiu ampliar meu espaço interior. E estar escrevendo isso aqui, no exato momento em que estou vivenciando o processo, me permitiu levar vida e claridade a essa área obscura. Gratidão! Ah sabe porque comecei falando da questão de forma de funcionar, é que percebi que muitas vezes a revolta funciona para mim como um impulso para mudar algo que já está ultrapassado. #mudançaÀvista!!!







quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Transformação em curso

A vida se desenrola. Independente da nossa vontade, o sangue circula, os sistemas endócrino, respiratório, nervoso, linfático funcionam (bem ou mal) e a vida acontece. Independente da nossa vontade os filhos crescem, aprendem não só o que você está disposto a ensinar. Independente da nossa vontade nosso coração continua a pulsar. É isso. Muita vida acontece sem que estejamos no controle. E essa constatação nos possibilita uma grande sensação de liberdade, mesmo que para a mente pareça uma grande ameaça.

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Uma das Bênçãos que a meditação proporciona é a ampliação dessa percepção. Em algumas palestras o Guia do Pathwork esclarece que tudo já existe no plano espiritual e cabe a nós apenas sintonizar com a frequência que queremos manifestar. A palestra Pw 010 - "Realidade: Imagem projetada" trata do tema de forma bem interessante. A vida é. A transformação está em curso, a transformação da consciência que já está conseguindo vislumbrar a verdade por trás das aparências. A verdade da perfeição que não conseguimos alcançar com a mente. Então meu convite é vamos perceber a vida, apreciar o viver, confiar nos processos involuntários que estão em curso e direcionar nossa vontade para o que importa: o despertar da consciência.

Indico a leitura da palestra nº 010 do Pathwork citada acima. Você pode baixar gratuitamente no http://www.pathworkbahia.com.br/palestras








sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Sentimento, entrega, pulsar

Sentir os sentimentos é dar passagem à vida. Pulsar com a vida, ou simplesmente pulsar. Muitas vezes bloqueamos os sentimentos, como forma de proteção. Há sentimentos desagradáveis de serem sentidos como frustração, insegurança, impotência, culpa, medo, autodepreciação, ódio, raiva, desprezo, desesperança, mágoa, tristeza... e muitos outros. E há uma tendência, talvez automática, de rejeitarmos sentimentos ruins, enquanto ao mesmo tempo tentamos manter os bons sentimentos. O que estamos fazendo? Estamos tentando controlar ou manipular o fluxo. O erro básico da premissa que nos leva a automatizar esse comportamento é a identificação com a temporalidade, com o que passa e não com o que observa.


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A chave do exercício da observação é a desidentificação com o transitório, é a percepção do Ser "por trás" de tudo que ele vive. Nós somos além do que o que sentimos, além do que o que pensamos, além do que o fazemos, além do que o que construímos, além do que o que acreditamos. O entrave para a percepção desse além é o medo da entrega. Talvez o medo da própria observação, de ver aspectos que estavam tão ocultos que parecem espectros. Sentir é pulsar, no pulsar não há julgamentos, as correntes seguem seu caminho e se tornam mais limpas no próprio fluxo. O que mais fere a alma é bloquear, estagnar, reter, se fechar, se furtar à vida como ela é.






quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Para que tudo isso?

Estive num evento recentemente, em que depois da experiência que vivenciamos, uma pessoa perguntou "e para que tudo isso?"
Achei interessante a pergunta. Senti que vinha também de algum lugar em mim: "E para que tudo isso?" Para que trilhar um Caminho Espiritual? Para que se conhecer? Para que tantos cursos, leituras, meditações, vivências, experiências?
Eu estava muito calma e simplesmente deixei a pergunta existir.



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Quem estava "calma"? Percebo que meu ego descansava no Ser. O observador ativo faz com que você comece a perceber com o que está identificado. Muitas vezes quando falamos "senti isso", ou "pensei aquilo", não estamos muito atentos a quem é o eu por traz da ação. O observador nos ajuda a diferenciar os diversos aspectos em nós. Talvez no intuito de facilitar o nosso entendimento sobre essas questões o Pathwork proponha conhecermos nossos diversos eus: Eu Inferior, Eu Superior, Máscara. E o que mesmo isso tem a ver com a pergunta "e para que tudo isso"?



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A questão é que a depender de onde eu ouça a pergunta, posso ter inúmeras respostas para ela. Podem ser respostas falsas ou verdadeiras. A reflexão do momento é que não ter resposta alguma pode nos incomodar tanto que facilmente podemos entrar numa obstinação para encontrar uma resposta, talvez até qualquer resposta. Então, o que foi posto em movimento? De onde está vindo esse anseio? O que você não está aceitando? Contra o que está brigando? Quem está brigando com quem? O Pathwork nos mostra muitas contradições na vida. Não há uma regra rígida generalista para todas as coisas. A mente, que quer ser a "dona do pedaço" muitas vezes nos escraviza no "ter que saber", "ter que entender" e "ter que ter respostas". Enquanto em alguns momentos a busca por um entendimento é uma chave real que nos move ao encontro da Verdade, em muitos outros momentos é a cilada que nos afasta da porta que já podemos abrir, por já estarmos com a chave correspondente em mãos.


                                      
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Poder observar a experiência, desidentificado do experimentador, é uma das ferramentas mais efetivas que o Pathwork me proporcionou. As necessidades que reconheço do meu ser (se é que posso chamar de necessidades), são bem diferentes das necessidades do meu ego, e tudo bem, viver essas diferentes dimensões de saber, ser e fazer. Hoje, depois de passados 05 (cinco) dias do evento é que me veio a resposta. Confiar e me entregar ao Absoluto Amor que nos une a todos e não está "ainda?! (não sei se algum dia estará)" ao alcance de entendimento do meu ego-mente, é o meu "Para quê?" Qual o seu "Para quê?" Para que mesmo você leu essa postagem? Seja bem vindo!!!