quarta-feira, 19 de março de 2014

Aqui e agora: A Vida que flui

"Todo e cada momento oferece uma nova dimensão, uma plenitude, e contém o dinamismo da vida em seu esplendor, com todas as muitas possibilidades. O Reino dos Céus está dentro de nós”. Isso significa que o “céu” não se encontra em um lugar longínquo, em um futuro distante, quando o Eu não estiver mais encarnado e em seu estado de consciência atual. Ele pode ser encontrado bem aqui e agora mesmo. Na verdade, tão aqui e tão agora, que com frequência está próximo demais para ser reconhecido. Para viver no Agora, é preciso superar a dificuldade aparente que é voltar para casa, para o Eu real – retornar da destruição e alienação do eu real. Viver no Agora imediato é o mesmo que estar no eu real, vivenciar com ele e a partir dele se expressar." (cap. 24 Caminho para o Eu Real)


Imagem: Universo Natural

A alienação é o caminho mais fácil, o automático, o padrão a que estamos habituados. O caminho da consciência, é o caminho aparentemente mais difícil. No entanto, a dificuldade é mesmo aparente, porque apenas existe na ruptura com o ponto da inercia. Em nosso dia a dia, essa ruptura significa o estar presente em suas escolhas, conscientes de si e da realidade à sua volta, a cada instante, vivenciando nossas emoções, percebendo nossos pensamentos, refletindo nossas condutas.


Imagem: Wehavekaosinthegarden


E o que faz com que a gente não viva o agora? O agora é movimento, é o que está fluindo, é energia vital. Ficamos muitas vezes divididos entre querer que o tempo passe logo, quando o agora é desagradável ou que o tempo pare, quando o agora é bom, de acordo com nossos interesses. Nos dois casos há uma tensão, que é o que convida o nosso comportamento automático de defesa para com a vida e sua fluidez. O Pathwork nos ensina que "o indivíduo frequentemente precisa aprender primeiro a aceitar o indesejável e abdicar do desejável, até que possa compreender o fato de que o indesejável não precisa nem mesmo existir. Ter em mente a verdade de caráter supérfluo das experiências indesejáveis ajuda a removê-las ainda mais. Examinar os efeitos do erro é, com frequência, a única maneira de eliminá-lo e estar de posse da verdade." (cap. 24 - Caminho para o Eu Real)


Imagem: Universo Natural

"Isso acontece porque a verdade é idêntica ao eu real, e porque o eu real só pode ser vivenciado no Agora. Paradoxalmente, o indivíduo precisa transcender o presente imperfeito para poder estar na verdade e no Eu. Esse estado – o presente imperfeito – pode ser transcendido somente se seus níveis mais externos e óbvios forem encarados com honestidade, como acontece agora. Então, e somente então, o tesouro indescritível pode ser encontrado interiormente. “O Reino dos Céus está dentro de nós”.  (Cap. 24 - Caminho para o Eu Real)





quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Amor à Ordem Divina

Nesta época do ano, sintonizo mais fortemente com o Amor do Cristo. Há alguns motivos para tanto e um dos mais vivos é a lembrança da chegada de Jesus à Terra, a personificação do Amor de Deus. Às vezes me pego "perdendo o fio", tentando entender o que não está ao alcance da minha compreensão e "reencontro o fio", quando percebo que meu alcance está suficiente na contemplação e vivência do que é, na Ordem Divina, que existe além da aparente desordem humana. 



Nesse período de dezembro, junto vem a possibilidade de um ano novinho em folha que me faz refletir e confiar em experimentar um novo agora, uma vida mais preenchida por Amor, para o Amor e pelo Amor. Sinto a vida como meu bastante e belo presente e sou muito grata por estar vivendo esse momento. E me pergunto, como retribuir?



Aprendi muito na caminhada experienciada através do Pathwork, até aqui. Foi um encontro gratificante entre o Eu e o Caminho. E neste momento em que escrevo o que pretendo que seja a última postagem do ano de 2013, o Eu Facilitador me pergunta: Como, em seu cotidiano, você ainda nega a Presença Crística em si mesma? (Hei de estar atenta à resposta)

Que os nossos seres aprendam a doce lição de se fazerem moradas para a Paz de Deus! Um abraço quentinho, Adriana Teixeira.




quinta-feira, 28 de novembro de 2013

O que fazer quando em confusão?

Para tudo! Vamos começar de novo. Qual é a confusão? O que não está claro? Está tudo bem em estar confuso ou confusa? Que tal respirar, respirar, mais calmamente, respirar mais uma vez e olhar para si, e poder dizer estou em confusão, e tudo bem, continuo respirando, e quero olhar para isso e tudo bem. Vamos lá! A vida está acontecendo aqui e agora, enquanto a gente respira e lê esse texto. Então vamos seguir. Para tudo! Quando digo "para tudo", quero dizer, para com todo o ruído nesse instante, o ruído que está vindo de sua própria mente. Pensou que era para pedir ao vizinho para desligar seu som? Ou propor uma lei para fabricar carros sem buzinas? Ou simplesmente colocar seu celular no silencioso? Vamos começar de novo e de novo e de novo, e está tudo bem. Respirando.




A confusão é característica do momento em que um conflito interno está sendo revelado. Vou me referir à confusão aqui como uma oportunidade de olhar um pouquinho mais para dentro. Normalmente rejeitamos o sentimento de confusão. O estado lembra impotência, falta de controle, desordem, inadequação. Como não gostamos de nos sentir assim, tendemos a rejeitar a confusão, antes até da permissão interna de sentir o que está sentindo. Ampliamos a luta interna na rejeição ao estado momentâneo que se apresenta na fração de tempo, aqui e agora. Por isso o primeiro passo proposto é respirar calmamente o momento. Quando respiramos abrimos espaço internamente para um relaxamento e aceitação do que está acontecendo, sem luta.




E então, qual é a luta? O que você gostaria que fosse diferente em sua vida? O que você considera que está errado? O que está fora do lugar? Contra o que você se revolta? Liste tudo o que lhe incomoda e que você gostaria que fosse diferente.
Então mesmo que faça parte da sua lista questões como as intolerâncias de forma geral, as guerras, as injustiças, a falta do amor entre os homens, de qualquer forma quando nossa atitude é de "não aceitação do que é - do que existe, mesmo que temporariamente", há uma permissão para a desordem interna e para a confusão. As lutas externas refletem as internas e a recíproca também é verdadeira. Claro que abordo nesse instante aspectos gerais da questão, de algo que é preciso ser investigado individualmente e é excelente quando realizamos essa tarefa em grupos de estudo. Enriquece muito o debate.




Se pensarmos na vida como uma caminhada e os momentos de confusão como aqueles em que aparece uma neblina, e sua visão se torna turva e difusa e você deixa de enxergar suas reais possibilidades de direção, a proposta aqui é antes de rejeitar essa nova paisagem que surgiu em sua frente, se aquietar e respirar o instante de parada e reflexão a que ela te convida. No instante em que você faz isso a atmosfera ao seu redor já suaviza e a direção a seguir vai tomando forma. Quando a gente escolhe uma direção a partir do ponto de aceitação da realidade temporária, essa escolha é mais consciente. Quando a gente escolhe uma direção no desespero de não querer enfrentar a neblina e a obscuridade que se apresentou, nossa atitude diante da escolha já compromete o resultado a ser obtido. E seja o que for, sempre é tempo de respirar e começar de novo. Esteja em que ponto estiver de sua jornada, é sempre tempo de uma parada, uma reflexão e um novo passo e de um passo realmente novo. O sol a cada dia nos oferece uma nova chance de aquecer nossa alma com seu calor.



Imagens do Google




quarta-feira, 30 de outubro de 2013

O Gosto da Vida

- Eita que tá difícil!
- O que está tão difícil assim?
- Viver com gosto.
- Que gosto você quer para a sua vida?
- Hummmmm, gosto doce de liberdade!
- E o que está te impedindo de ser livre?
- O mundo.
- Mas vejo que mesmo com muita interferência desastrosa, as águas seguem seus cursos, os pássaros continuam a voar por ai, as flores aparecem no tempo delas, os temporais vem e vão sem pedir licença, de que mundo você fala?
- Falo do mundo de imagens, crenças e padrões que criei e que hoje aprisionam o que há de melhor em mim.
- E por que você ainda vive nesse mundo?
- Foi nele que me fiz, criei uma identidade, estabeleci relações e me firmei na vida. Como vou saber quem eu sou, sem esse mundo?
- Sua liberdade vale o risco de você não ser quem pensa que é?

- (silêncio)




"Nunca é demais enfatizar que a atitude de vocês para consigo mesmos é o que conta. Quem tiver a coragem de encarar a si mesmo olho no olho, sem  vacilar, mas também sem dramatizar sua “maldade”, fatalmente gostará muito mais de si mesmo. Isso aumenta a autoconfiança e a “permissão interior para ser feliz”.  (Cap. 05 do livro "O Caminho para o Eu Real")


quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Motivação inconsciente dos desejos


"Sempre que a capacidade de desejar é obstruída, consciente ou inconscientemente, não se consegue atingir a satisfação. Por fora, vocês podem desejar uma satisfação específica com todas as forças, mas por dentro estão envolvidos alguns fatores inconscientes que impedem a realização desse desejo."





Vamos tratar da diferença entre as motivações por trás dos desejos, como aspectos impeditivos da realização dos desejos válidos. Não vamos tratar aqui dos desejos destrutivos, obviamente doentios. E sim das distorções doentias dos desejos válidos, algo mais sutil que acontece nas regiões mais profundas da mente e da alma. "As motivações doentias e tensas estão sempre ligadas ao medo."





"Quando você deseja uma coisa por ela mesma, esse desejo é saudável. Mas quando você deseja uma coisa como um meio para obter um fim, esse desejo pode ser doentio. Se for esse o caso, o desejo automaticamente se torna tenso. Ele passa a ser uma necessidade, e portanto o medo vem no seu rastro. Vou dar um exemplo: se você deseja segurança financeira pelo prazer de desfrutar esse estado, isso não é doentio. No entanto se você deseja segurança financeira para impressionar outras pessoas, ou para mitigar um sentimento de inferioridade, então esse desejo é doentio."





"Quanto mais você se desenvolve, mais forte se torna sua consciência, e mais ela registra acuradamente quando uma motivação é errada e portanto coloca inibições no caminho. Com uma pessoa menos desenvolvida, esse processo da consciência pode estar ausente. Portanto sua capacidade de desejar pode funcionar mesmo que a motivação seja impura."





O círculo vicioso da consciência é: como a psique sabe das motivações doentias, se nega a realização do desejo. A não realização reforça a crença de não merecimento e da necessidade de um esforço redobrado. E essa atitude empurra novamente as motivações doentias para a gaveta do inconsciente. "A única maneira de quebrar o círculo vicioso é vocês começarem a se enxergar claramente, suas motivações, seus desejos e o que vocês realmente querem conseguir através deles. Encarem-se claramente, com toda a honestidade possível."


Trechos da Pw 056
Imagens do Google







sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Os princípios ativo e receptivo na criação pessoal

"Tomar posse do que lhe pertence significa usar deliberada, consciente e intencionalmente o poder criativo que você é no mais profundo do seu ser e que emana de você. Existem dois princípios fundamentais através dos quais o processo criativo funciona: o ativador e o receptivo. Eles regulam tudo o que acontece, seja desejável ou indesejável, importante ou ínfimo; desde a menor e mais corriqueira ocorrência até a criação do Universo. Se aquilo que é criado é destrutivo, doloroso, ruinoso ou infeliz os dois princípios devem também ter atuado, apenas, neste caso, foram distorcidos e mal-interpretados."




"Existem muitos homens e mulheres neste mundo que são ainda tão pouco desenvolvidos que expressam seus impulsos negativos sem nenhum remorso. Somente quando o desenvolvimento avança mais e o indivíduo não mais deseja expressar violência e destruição é que ele fica assustado com o seu próprio princípio ativo e portanto passa a controlá-lo. Eis porque não se pode ser plenamente homem ou mulher a menos que se resolva a questão dos desejos e emoções negativos. Quando esses sentimentos são encarados plenamente, perdem o seu poder."




“Esse é o caminho do Pathwork. À medida que é descoberta a raiz da experiência negativa dentro de si mesmo, você se torna capaz de transformá-la. Para criar deliberadamente um destino positivo, é essencial que se compreenda mais acerca da força criativa do universo e como poder utilizá-la pessoalmente."
Como você está criando sua vida? Quais as motivações envolvidas? Que mudanças você está disposto a realizar?


Trechos da Pw 169 - Pathwork
Imagens do Google




quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Como está seu dia?

Como você acordou hoje? O que você fez ao acordar? É o que sempre faz? Você atendeu a todas as suas necessidades? As de ordem física ou de outra ordem? De forma automatizada ou consciente? Ouve alteração em suas necessidades nos últimos dois anos ou elas são as mesmas? Como você está nesse momento, respondendo (ou não) a tantas perguntas? 




Respondeu? Não?! Por que? Sim?! Para que? Quando iniciei a jornada de auto-descoberta, através do Pathwork, fui percebendo o quanto estava aprisionada em meus próprios conceitos. A tarefa de questionar, fazer perguntas e investigar ajuda muito a abrir o campo de visão. O que seria de nós sem as perguntas? Fiz essa brincadeira hoje apenas para lembrar quanta coisa podemos estar deixando de experimentar na vida. Ao acordar temos um novo dia inteirinho pela frente, uma belíssima oportunidade. Afinal de contas o tempo avança e nós mudamos, o mundo muda e as perguntas também... algumas sim, outras não, como está seu dia?


Imagens do Google

“A meta de toda criatura viva é libertar o espírito eterno. Pode ser uma meta inconsciente para muitos, o que não altera os fatos. A carga das incrustações é pesada, e todos sentem esse peso.  Todos anseiam pela claridade e luminosidade do espírito que habita no fundo das incrustações, para entrar de posse do que lhe pertence por direito.” Pw 166